Mai 2 • Alguns sonhos esperam companhia
Temos pensado bastante, ultimamente, sobre a força silenciosa dos sonhos.
Daqueles que seguem vivos dentro da gente por anos, discretos, sem exigir nada.
Muito antes de nos conhecermos, eu e a Carolina tínhamos o mesmo sonho: conhecer as Montanhas Rochosas. Caminhar, acampar e remar pelas trilhas, rios e montanhas desta parte do Canadá.
Naquela época, parecia algo simples. Um lugar que esperávamos visitar um dia.
Jamais imaginaríamos que a vida acabaria nos trazendo para cá, e não para uma viagem, mas para treze anos vividos em Nelson, na Colúmbia Britânica 🇨🇦.

Às vezes ainda paramos e olhamos ao redor com certo espanto.
As montanhas pela janela. Os lagos. Os longos invernos. A neve. As amizades construídas ao longo dos anos.
Um lugar que existia apenas na imaginação lentamente se tornou parte de quem somos.
E talvez seja isso que mais nos surpreenda:
Alguns sonhos não chegam na forma que imaginamos no começo.
Certos sonhos, quando permanecem vivos dentro da gente por tempo suficiente, começam lentamente a reorganizar a realidade ao redor deles.
Agora, com esta travessia pelas Américas se aproximando, começamos a refletir sobre quantos sonhos invisíveis já podem estar viajando silenciosamente ao nosso lado.

Muitas pessoas lendo esta Newsletter têm respondido aos emails, enviado comentários, compartilhado lembranças, desejos e lugares que ainda vivem com elas.
E essas mensagens já trouxeram um calor bonito para essa jornada. Como se a estrada pudesse carregar muito mais do que nossos planos e sonhos.
Matheus, nosso filho mais velho, já está planejando nos encontrar no Peru, para fazermos juntos a Trilha Inca até Machu Picchu, nos Andes.
Só de imaginar essa possibilidade, algo já se move aqui dentro.
É um sonho se tornando paisagem.
É a paisagem se tornando parte de reencontros.
E assim surgem algumas perguntas:
Quais sonhos continuam vivos em você, silenciosamente?
Existe algum lugar nas Américas que você sempre sonhou conhecer?
Um lugar que te acompanha há anos?
Um lugar que continua te chamando baixinho, vindo de dentro?
Um lugar que, de repente, parece mais próximo do que antes?
Conta pra gente!
Talvez nos comentários. Talvez numa mensagem direta para nós.
Talvez apenas como uma pequena semente que finalmente começa a brotar.
Quem sabe?
Essa Travessia vai incluir reencontros, visitas e alguns desvios intencionais.
E se em algum ponto, nossos caminhos possam se cruzar também?



Fernando Loureiro
Animadíssimo com o que está por vir...;)
Respostas